"Nosso corpo é nosso templo, nossa vida deve ser nossa religião e cuidar dela nosso ato de fé".

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Saiba quais remédios podem atrapalhar na hora do sexo

O funcionamento sexual tanto do homem quanto da mulher não está imune aos efeitos colaterais dos mais variados tipos de remédios usados para males que nada têm a ver com a sexualidade.

Segundo especialistas, até mesmo um descongestionante nasal pode diminuir a lubrificação da vagina e até causar disfunção erétil.

Vilões da libido

Diurético
Usado por quem tem dificuldade de urinar
•Diminui a produção de testosterona, hormônio responsável pelo apetite sexual

Antidepressivo
•Utilizado por quem sofre de depressão
•Afeta as três fases e praticamente desliga o funcionamento sexual

Anti-hipertensivo
•Remédio para controlar a pressão alta
•Reduz a pressão arterial a níveis muito baixos, o que acaba impedindo a ereção

Ansiolítico
•Medicamento para combater a ansiedade
•Diminui o apetite sexual

Antiácido
•Usado para diminuir a acidez do estômago
•Afeta a produção da testosterona

Anticoncepcional
•Usado para impedir a gravidez
•Quando contém o hormônio progesterona em sua fórmula, diminui o apetite sexual

Antimicótico de uso oral
•Utilizado para tratar micoses. Apenas os remédios ingeridos pela boca, o que excluem as pomadas
•Reduz a produção de testosterona e também pode dificultar a ereção

Descongestionante nasal
•Remédio para desentupir o nariz
•Em alguns casos, impede a ereção no homem e, na mulher, diminui a lubrificação na vagina

Inibidor de apetite
•Medicamento usado para quem faz dieta
•Afeta a área do cérebro
 
Anti-histamínico•
•Utilizado para dinimuir os sintomas da alergia
•Diminui a lubrificação da vagina

Fontes: Júlio José Máximo Carvalho, urologista e coordenador do Núcleo de Programas Estratégicos da Secretaria Municipal da Saúde; Marta Maria Pereira Nunes, ginecologista da Área Técnica da Saúde da Mulher/Atenção Básica, da Secretaria Municipal da Saúde; Vicente Renato Bagnoli, ginecologista e obstetra, professor associado da Faculdade de Medicina da USP; José Carlos Riechelmann, médico sexologista e coordenador científico do Comitê Multidisciplinar de Sexualidade Humana da Associação Pauista de Medicina; e Roberto Iglesias, urologista do Centro de Referência da Saúde do Homem, da Secretaria de Estado da Saúde

De acordo com José Carlos Reichelmann, médico sexologista e coordenador do Comitê Multidisciplinar de Sexualidade Humana da Associação Paulista de Medicina, isso ocorre porque diferentes tipos de remédios afetam negativamente alguma das três fases do funcionamento sexual: o apetite, a excitação e o orgasmo.

O efeito colateral de cada um desses medicamentos, no entanto, varia de pessoa para pessoa. "Em geral, quando a dose é muito alta, afeta todo mundo", afirma Vicente Renato Bagnoli, ginecologista e obstetra, professor associado de Faculdade de Medicina da USP.

Ao perceber efeitos colaterais, o usuário deve procurar o médico que receitou o remédio e explicar que este afetou seu funcionamento sexual. O médico fará alteração da dosagem ou até mesmo trocará de medicamento para que seu funcionamento sexual volte à normalidade.


Léo Arcoverde

do Agora

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