"Nosso corpo é nosso templo, nossa vida deve ser nossa religião e cuidar dela nosso ato de fé".

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Procedimentos para aumento do pênis podem ser perigosos; veja métodos

Motivo de orgulho ou complexo, o tamanho do pênis é um tema recorrente na vida de todos os homens. Enquanto uns se vangloriam de sua anatomia, outros estão insatisfeitos com o próprio corpo e parecem dispostos a tudo para mudar essa situação. Mas será que existe alguma solução segura e eficaz para aqueles que desejam ver seu membro crescer? Há controvérsias.

Segundo Carlos Cury, coordenador do Departamento de Estética Genital da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), não existe uma técnica-padrão para aumento do órgão sexual masculino e a cirurgia ainda é um procedimento considerado experimental. "Cirurgias com potencial de comprometimento funcional não são recomendadas. As técnicas cirúrgicas para alongamento peniano têm resultados controversos e estão restritas a casos selecionados após avaliação psicológica", diz o médico. Quando a motivação é meramente estética, portanto, a SBU condena qualquer intervenção.

Indicada apenas nos raros casos de micropênis (quando não atinge 2,5 cm flácido ou 7,5 cm ereto --veja tabela de medidas aqui), a operação consiste em seccionar o ligamento suspensor do membro até a porção inferior da sínfise pubiana (articulação que une os ramos direito e esquerdo do osso pubiano) e o aumento varia de 2 cm a 4 cm. De acordo com a diretoria da SBU-SP, o procedimento pode provocar a instabilidade do pênis em ereção, limitar a capacidade de penetração e, consequentemente, prejudicar a vida sexual do indivíduo  O urologista e andrologista Paulo Egydio diz que é importante uma avaliação criteriosa antes da realização de qualquer procedimento, para analisar se a necessidade de intervenção existe. Segundo ele, a maioria dos homens que procura algum tipo de tratamento de aumento peniano não tem problema algum, dado que também foi informado pela SBU-SP.

As aparências enganam

Psicoterapeuta e diretor do Inpasex (Instituto Paulista de Sexualidade), Oswaldo Martins Rodrigues Jr. acredita que é fundamental compreender as razões reais de um homem considerar o pênis pequeno e compreender como administrar essa condição. "A preocupação deveria ser com a capacidade de uso, e a possibilidade de penetração e relacionamento sexual satisfatório para o casal", explica. "As cirurgias no pênis deveriam ocorrer apenas quando há uma deformidade que impeça o funcionamento do órgão".

No segmento da estética, o diretor da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica) Carlos Alberto Komatsu também diz que não existe nenhum método de aumento peniano aprovado pela entidade, mas diz que pacientes acima do peso podem lipoaspirar a região pubiana para tratar os casos de pênis embutidos na gordura abdominal. "A lipoaspiração faz com que o pênis apareça, mas não aumenta seu tamanho", explica. E, para quem está acima do peso, emagrecer ajuda, já que o acúmulo de gordura na região diminui com a perda de peso.

Riscos

As cirurgias de aumento peniano podem causar diversos problemas, como deformações no pênis, perda de sensibilidade, nódulos, comprometimento da função erétil, acometimento da uretra e consequente impacto sobre o jato urinário. Em casos mais graves, o homem pode até perder o órgão, segundo o urologista e andrologista Paulo Egydio (e de acordo com informações dadas pela diretoria da SBU-SP).

O uso de hormônios e medicamentos para aumento do pênis não surtem efeito e podem causar doenças (incluindo as de próstata), assim como não há comprovação de que outros exercícios tenham alguma eficácia e/ou sejam seguros.

Truque simples

Quem não pretende se submeter a um procedimento invasivo tem a opção de apelar para um truque simples: aparar os pelos pubianos. É claro que o pênis mantém a mesma medida, mas parece ganhar tamanho. Esteticista, depiladora e instrutora do Centro de Treinamento Pelo Zero Depilação, Priscilla Krapp confirma que alguns clientes comentam que a região pubiana sem pelos passa a impressão de que o membro tem outro tamanho.

"O que realmente acontece é que a área aparece mais limpa e causa a impressão de aumento", conta Leila Rosa, depiladora do salão Garagem. "Além de ser uma questão de higiene, aparar os pelos pubianos deixa a área próxima à base do pênis mais exposta e pode dar a aparência de um pênis maior",diz o urologista Egydio.

Desenvolvedores e bombas penianos

Os aparelhos de vacuoterapia (conhecidos como desenvolvedores ou bombas) são comercializados há cerca de um século e indicados no tratamento da disfunção erétil (mas só devem ser usados com recomendação médica). Há homens que procuram o produto com a intenção de aumentar o pênis, prática que não tem efeito comprovado nem é recomendada por urologistas.

Mesmo para o tratamento para o qual o aparelho é destinado, ele não é recomendado para pessoas com doenças sanguíneas ou lesões no pênis. Há riscos de ruptura de vasos sanguíneos, danos vasculares, disfunção erétil e gangrena.
Cirurgias e truques

Faloplastia
Faloplastia ou aumento peniano: "Trata-se de um procedimento cirúrgico realizado em ambiente hospitalar sob anestesia e cuidados de assepsia no qual seccionam-se os ligamentos que prendem o pênis ao osso púbico", explica Anderson Zei Damasceno, médico-cirurgião da Clínica Visia. A lipoaspiração pubiana pode ser realizada simultaneamente quando o paciente tem excesso de gordura na região.

Resultado: não interfere na ereção nem na angulação do pênis. Ganha-se de 2 cm a 4 cm, desde que sejam realizados exercícios de fisioterapia pós-operatória. No caso de pacientes obesos ou com sobrepeso, a lipo tem efeitos estéticos e emocionais positivos.

Recuperação: o paciente não deve se masturbar nem manter relações sexuais nos 30 dias após a cirurgia.

Riscos: instabilidade do pênis em ereção, limitação da capacidade de penetração e comprometimento da vida sexual. "Um profissional não capacitado pode perfurar inadvertidamente estruturas importantes, levando a fístulas e necrose", diz Damasceno.

Bioplastia
Bioplastia da glande e do corpo peniano: a injeção de ácido hialurônico ou gordura é utilizada para aumento volumétrico. Os procedimentos devem ser realizados por profissional médico capacitado e só são realizados por profissional médico capacitado e após uma criteriosa avaliação de sua real necessidade. "Esse aumento é feito com a aplicação de ácido hialurônico sob anestesia e o processo dura cerca de 30 minutos. Pode ser realizado no corpo peniano para engrossamento. Também se utiliza gordura lipoaspirada do próprio paciente", explica o médico Anderson Damasceno.

Pré-operatório: é preciso fazer a postectomia (retirada do excesso de pele prepucial) antes da bioplastia peniana.

Resultado: "Um estudo com 100 pacientes que usaram o gel de ácido hialurônico na coroa da glande mostrou que houve um aumento de 5 cm na circunferência peniana e um índice de 77% de satisfação ao fim de um ano", conta Carlos Cury, coordenador do Departamento de Estética Genital da Sociedade Brasileira de Urologia. Depois de um ano, o corpo tende a absorver o produto e é necessária a reaplicação para que os resultados sejam mantidos.

Recuperação: o homem pode retomar sua atividade sexual no mês seguinte ao procedimento.

Riscos: Embolia, hematomas, infecções, fístulas e necrose.

Outros métodos
Botox: um estudo com dez pacientes que se submeteram à aplicação de 100 unidades de toxina botulínica na túnica dartos (camada localizada no escroto e sob a pele do pênis que faz o órgão se retrair em situações de estresse e frio) mostrou que 70% deles relataram uma melhora aparente do pênis na flacidez. Não houve nenhum efeito colateral.

Poliacrilamida/PMMA: a promessa é de um aumento médio de 4 cm na circunferência peniana com a aplicação da substância, mas também pode causar deformidades, embolia e necrose.

Fontes: Carlos Cury (coordenador do Departamento de Estética Genital da Sociedade Brasileira de Urologia), Anderson Zei Damasceno (médico cirurgião da Clínica Visia) e Carlos Alberto Komatsu (diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica).

Depilação
Depilação: médicos e profissionais de beleza concordam que depilar (ou aparar) os pelos pubianos tem um efeito higiênico e visual, mas não muda em nada o tamanho do pênis, é claro. "Há muitos relatos de aprovação por parte dos parceiros e parceiras dos clientes. O cuidado e a assepsia são estimulantes na relação e até afrodisíacos", diz George Varela, diretor de Marketing da Depyl Action.

Fazendo em casa: aparar os pelos em casa é mais seguro do que raspá-los. As regiões peniana e do saco escrotal são muito sensíveis. Se raspadas, as chances de encravamento de pelos e lesões são maiores do que quando os pelos são apenas desbastados. Ainda assim, todo cuidado é pouco.

Contraindicação: mesmo realizado em centros de depilação, por profissionais, existe a possibilidade de encravamento de pelos na área do saco escrotal. A região é muito sensível por causa da grande concentração de vasos sanguíneos e podem aparecer pequenos hematomas que desaparecem após algumas horas. Reações alérgicas são raras, mas a depilação não é indicada para pessoas com pele muito sensível.

Centros estéticos: existem diferentes opções de depilação. Uma delas é a cera morna, método expresso com cera feita em laboratório e que dura, em média, 30 dias (sugestão da Pelo Zero Depilação); Há, também, a tradicional cera quente, muito conhecida das mulheres, que retira os pelos pela raiz. A recomendação é que o homem faça a depilação a cada 15 ou 30 dias (sugestão da Maison Depil e do Garagem). E essas não são as únicas. As lojas Depyl Action/Depylmen anunciam ter técnicas exclusivas e produtos formulados com matérias-primas naturais para depilar a região íntima masculina.

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